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CIRURGIA ROBÓTICA TRANSORAL

Introdução

Já entramos na era da robótica e da inteligência artificial. Na medicina, o que chamamos hoje de robô são sensores, câmeras, braços com amplo alcance e movimentos precisos controlados pelo ser humano (cirurgião) através de uma plataforma (hardware + software). O sistema mais utilizado atualmente é a plataforma da Vinci®, produzida pela Intuitive Surgical (Sunnyvale, CA), desenvolvida inicialmente na década de 90 com o objetivo foi realizar cirurgias em soldados nos locais de guerra, possibilitando que os cirurgiões pudessem estar à distância. Desde então, o aprimoramento é constante, com atualizações frequentes das versões, acrescentando melhorias e novos recursos. As especialidades médicas que mais utilizam o sistema são a urologia, cirurgia do aparelho digestivo, ginecologia, cirurgia cardíaca, cirurgia torácica e otorrinolaringologia/cirurgia de cabeça e pescoço (TORS).

A TORS (Transoral Robotic Surgery - Cirurgia Robótica Transoral) refere-se a uma variedade de procedimentos realizados através da cavidade oral, tanto para patologias benignas quanto malignas. A plataforma robótica oferece ao cirurgião nestes casos a vantagem da visualização tridimensional (3D) dos tecidos com alta definição e magnificação, aliada ao controle de três braços robóticos, conectados a instrumentos com articulação que permitem movimentos de amplitude de até 270º, o que proporciona precisão e a destreza na execução da técnica cirúrgica. Foi descrita como uma técnica minimamente invasiva para o tratamento do câncer de orofaringe, representando uma grande evolução em termos de resultados funcionais e recuperação, quando comparada com a cirurgia convencional que é realizada através de acesso amplos, como mandibulotomia ou glossotomia mediana, que apresentam maior morbidade. Já se estabeleceu como uma opção ao tratamento baseado em radioterapia (associado ou não a quimioterapia), que havia se tornado padrão nos carcinomas da orofaringe, ganhando ainda mais destaque com o importante aumento na incidência do câncer da orofaríngeo relacionado ao HPV em todo o mundo.

Aprovada pelo FDA em dezembro de 2009, a técnica facilita a obtenção de margens livres e ressecções oncologicamente satisfatórias e se tornou o tratamento de escolha nos tumores iniciais de orofaringe na maioria dos grandes serviços de referência em tratamento oncológico do câncer de cabeça e pescoço ao redor do mundo. Vários artigos já demonstram que a TORS permite ao cirurgião realizar procedimentos para o tratamento cirúrgico dos tumores da rinofaringe, orofaringe, espaço parafaringeo, supraglote e laringe, reduzindo a morbidade e a mortalidade. Na última década, técnicas foram desenvolvidas aplicadas também para o tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono.

Cirurgia Robótica Transoral na Apneia do Sono

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é o distúrbio respiratório do sono com maior prevalência na população adulta. Trata-se de uma doença progressiva, que eleva o risco de acidentes e de desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares.

A aplicação de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é o padrão ouro no tratamento da AOS nos casos moderados e severos, mas apresenta baixas taxas de adesão a longo prazo, o que compromete o resultado da terapia e justifica a busca por opções de tratamento cirúrgico.

Uma porcentagem elevada de pacientes ainda não responde favoravelmente as técnicas de cirurgia faríngea habitualmente utilizadas, sendo a obstrução da hipofaringe apontada como a possível causa para o insucesso. Hipótese que ganhou força nos últimos anos após a publicação de revisões que sugerem melhores resultados no tratamento cirúrgico da AOS com a realização de procedimentos capazes de atuar em múltiplos níveis de obstrução na VAS, tratando, consequentemente a obstrução na hipofaringe.

A utilização da cirurgia robótica transoral (CRT-TORS) no tratamento da AOS foi descrita por Vicini et al. para o tratamento da obstrução na hipofaringe secundária à hipertrofia da tonsila lingual e ao colapso da epiglote. Corresponde a ressecção da tonsila lingual hipertrofiada, com volume de tecido ressecado que pode chegar a 20 gramas em casos selecionados adequadamente, e a supraglotoplastia (SGP), que refere-se ao tratamento adjuvante da obstrução supraglótica, quando houver colapso primário da epiglote ocasionado a AOS.

Avaliação Pré-Operatória

Inicialmente, é a mesma recomendada para o tratamento cirúrgico da AOS, incluindo um histórico completo do sono com a documentação da sonolência e da qualidade do sono, um exame polissonográfico tipo 1 ou 2 e avaliação clínica geral que deve incluir o índice de massa corporal.

Quanto à avaliação otorrinolaringológica, devemos ter especial atenção ao tamanho da tonsila palatina (grau 0 a IV), escore de Mallampati modificado (I a IV) e realizar exame abrangente das vias aéreas superiores com nasofibrolaringoscopia, classificando a hipertrofia da tonsila lingual (grau 0 a IV).

A avaliação radiológica pode ser realizada com tomografia computadorizada ou ressonância magnética do pescoço para avaliar a hipertrofia da base da língua e auxilia a determinar se o tecido hipertrofiado é predominantemente linfático (tonsila lingual) ou muscular, além da profundidade da artéria lingual e seus ramos.

Cirurgia Robótica Transoral

Dr. Eric Thuler, fala sobre as vantagens da Cirurgia Robótica Transoral

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Informações

Otorrinolaringologista: Dr. Eric Thuler.

Endereço: Rua Joaquim Floriano, 888 conj. 608/609, Itaim Bibi, São Paulo-SP.

Site: http://ericthuler.com

Email: erthuler@gmail.com

Telefone: 11 3661-3535 Celular: 11 99415-8428



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